domingo, 6 de julho de 2008

Grêmio não esteve em campo

O Rio de Janeiro é o inferno gremista nesse Brasileirão As duas derrotas do clube no Brasileirão ocorreram na Cidade Maravilhosa. A primeira foi diante do Vasco. A segunda ocorreu neste domingo por 2 a 0 contra o Botafogo. Vai ver os encantos da capital carioca desviam o foco dos tricolores.

Celso Roth mexeu no esquema do time. Manteve os três zagueiros. Povoou o meio-campo. E isolou Perea no ataque. O 3-6-1 do treinador foi um fracasso. Nada deu certo.A desfalcada retaguarda deu espaços. O excesso de gente na faixa mediana do campo fez os jogadores baterem cabeça. Na frente, se acompanhado o atacante colombiano deixa a desejar, imagine sozinho.

A pressão do Fogão foi grande. E Túlio marcar o 1 a 0 era o lógico. No intervalo o comandante do Grêmio mexeu, colocando Marcel, voltando ao 3-5-2. Não mudou muito, mas ficou menos pior. Os cariocas seguiam com mais volume e maior número de oportunidades. Até que o contestado ala-esquerdo Zé Carlos ampliou cobrando falta.

Com uma vantagem folgada, o Botafogo relaxou. Roth modificou o sistema novamente, desta vez para o 4-4-2. O Tricolor melhorou seu rendimento, perdendo até boas oportunidades. Apesar de o lateral-direito Paulo Sérgio tentar muito e acertar pouco.

Roger faz falta. Muita falta. O Grêmio está sem seu jogador criativo. A cabeça pensante. Alguém capaz de uma jogada diferenciada. A derrota de hoje, mostra os primeiros sintomas de um grupo sem opções.

Trilogia de Alex

A entrada de Taison no time do Inter foi como se uma princesa tivesse beijado Alex “O Caipira Adormecido”. O camisa 10 colorado estava apagado desde o início do Brasileirão. Pois, ele escolheu o domingo ensolarado de Porto Alegre para tirar o atraso e acordar.

O meia-atacante voltou a ser decisivo e a marcar gols. Foram três na vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba. O primeiro saiu após jogada individual. O segundo cobrando pênalti discutível marcado sobre Nilmar, e o terceiro foi um golaço, em tirambaço de fora da área.

O Inter de Tite tem vontade. Busca o gol, ainda que tenha dificuldades para fazê-lo. Nilmar não balança as redes como deveria. Finaliza pouco e mal. Dessa vez nem seus dribles insinuantes apareceram. Sem poder contar com Magrão, Maycon fez o simples, não comprometeu. Taison segue com atuações convincentes.

A primeira parte do objetivo vermelho de conquistar seis pontos nos dois jogos no Beira-Rio está cumprida. Quarta-feira tem a segunda.

Infelizmente um tinha que vencer

O sagrado Estádio de Wimbledon viveu 4h30min de pura magia. Pisando na quadra de grama estavam Roger Federer e Rafael Nadal. Dois gigantes.

Não poderia ser diferente, a partida foi até o quinto set. O espanhol levou a melhor nos dois primeiros. Federer não desistiu. Salvou match point e arrematou os dois seguintes. A quinta e última parte do jogo não poderia ser comum.

Nenhum dos tenistas teve medo de arriscar. No aperto, o suíço sempre tirava um ace das cordas de sua raquete. Nadal corria como um louco por todos os cantos da quadra, alcançando bolas “impossíveis”. Seu esforço foi recompensado com um suado 9 a 7 no último sete.

Óbvio que Nadal mereceu o título, no tênis não se levantam taças sem méritos. Mas vendo-o duelar contra Federer, faz pensar que o mais justo seria o empate pela a beleza do jogo de ambos, apesar dos estilos diferentes.

É a história do esporte sendo escrita. Num futuro, não muito distante, esse será o maior embate de todos os tempos do tênis. Até agora, foram 18 confrontos, sendo que 14 deles em finais. Sampras e Agassi, por exemplo, enfrentaram-se em 16 decisões, em 34 confrontos durante 13 anos se encontrando pelo mundo. Federer e Nadal degladiam-se, apenas, desde 2004.

O que se viu hoje em Wimbledon foi uma partida inesquecível.

Tríplice empate

Silverstone amanheceu molhada, o que tornou a corrida imprevisível. (Enfim, os meteorologistas da F-1 acertaram a previsão do tempo). Após 60 voltas no circuito na Terra da Rainha dizer quem será o campeão tornou-se impossível. Hamilton recebeu a bandeira quadriculada em primeiro. Massa, acreditem, em último. Assim, o inglês e o brasileiro dividem a liderança com 48 pontos ao lado de Raikkonen. Dizer quem será o campeão é mero chute.

Correndo em casa, Hamilton fez seu trabalho sem sustos. Na largada saltou do quarto para o segundo lugar. Ultrapassar seu companheiro de McLaren, Kovalainen, o pole da prova, era questão de tempo. O ato veio no quinto giro e ninguém mais viu o inglês na pista.

Com o clima instável, as condições da pista mudaram constantemente. Mas nessa hora que se vê quem faz a diferença. O nome do dia foi Ross Brawn. O estrategista da Honda fez seus pilotos virem aos boxes na hora certa para colocarem pneus de chuva. O resultado foi o terceiro lugar de Barrichello, de atuação irretocável, assim como Heidfeld que chegou à sua frente. A guardem a equipe japonesa na próxima temporada.

Azar da Ferrari que perdeu a inteligência de Brawn e comete erro em cima de erro. Seus pilotos poderiam estar fazendo um campeonato a parte não fossem as presepadas da equipe. Dessa vez, no primeiro pit stop não trocou os pneus de Raikkonen prejudicando o resultado final do finlandês.

Com tantas variáveis, a liderança do campeonato caía no colo do constante Kubica. Porém, pela de maneira inédita em 2008, o narigudo polonês saiu da pista e o primeiro lugar na classificação parou na brita.

O título segue em aberto. Massa, Hamilton e Raikkonen possuem dois pontos de vantagem em relação a Kubica. Com tantas corridas malucas que estão ocorrendo tudo é possível e o campeonato chegou só a sua metade.


Festival de rodadas

1 ª volta – Massa, Weber e Nakajima.
1 ª volta – Vettel e Coulthard se enroscam e abandonam.
4 ª volta – Massa.
11 ª volta – Kovalainen.
12 ª volta – Sutil roda e abandona.
24 ª volta – Nakajima, de novo.
28 ª volta – Fisichella.
31 ª volta – Raikkonen.
36 ª volta – Glock roda, primeira de muitas.
37 ª volta – Piquet roda duas vezes na mesma volta e abandona.
37 ª volta – Massa.
37 ª volta – Kubica.
37 ª volta – Hamilton da uma passeada na grama.
38 ª volta – Raikkonen, mais uma vez.
39 ª volta – Advinhem? Raikkonen.
39 ª volta – Weber.
41 ª volta – Kubica cansou da brincadeira, rodou e abandonou.
41 ª volta – Rosberg e Glock se tocam, mas seguem na prova.
42 ª volta – Button coloca a estratégia de Rossa Brawn no lixo, quer dizer na brita.
42ª volta – Glock não desiste e sai da pista pela enésima vez.
44 ª volta – O incansável Glock.
48 ª volta – Bourdais.
48 ª volta – Massa é faz concorrência a Glock.
49 ª volta – Rosberg.
50 ª volta – Kovalainen.
50º volta- Massa é penta,a final é brasileiro


Comentários

- Piquet vinha bem. Fazia grande prova, mas saiu da pista. Não dá para culpá-lo pelas condições da prova.

- Que pese o erro na primeira volta, Weber foi fantástico. Foi para o fim do pelotão e ultrapassava um a um dos oponentes. Grande performance, até errar de novo e comprometer seu resultado.

- Heidfeld é bom piloto, mas está ofuscado por Kubica. O seu segundo lugar é merecido.

- Pena Vettel ter saído na primeira volta. O garoto se dá bem na chuva. Do jeito que se desenvolveu a prova, podia pintar até pódio.

- Errar nessas condições é normal. Mas Massa e Glock abusaram.

sábado, 5 de julho de 2008

Corrida que pormete

A corrida deste domingo da Fórmula-1 tornou-se imperdível. O grid de largada está embolado e há previsão de chuva. Uma dupla dessas promete emoção para as 60 voltas previstas para a prova disputada no Circuito de Silverstone.

A pole foi da McLaren com Heikki Kovalainen, uma surpresa. O finlandês segue a mesma rotina do ano passado na Renault, no decorrer da temporada seu desempenho vai melhorando. Ele tirou o primeiro lugar nos “acréscimo” de Mark Weber, da Red Bull. O australiano vive sua melhor fase da carreira, segue bem nos treinos e progrediu no seus resultados em provas e perdeu o primeiro posto com o cronômetro zerado.

A primeira Ferrari, que esteve apagada durante toda a sessão, é a de Raikkonen em terceiro. Seis posições à frente de Massa, que teve problemas nos boxes e só fez uma volta lançada. Hamilton larga em quarto. O dono da casa tinha tudo para largar na frente mas errou.

Será interessante ver os concorrentes ao título vindo de trás. Weber certamente tem pouca gasolina. A dúvida que fica é por quantas voltas Kovalainen conseguirá agüentar a pressão. Se Hamilton saltar na frente de Raikkonen, sua vida será facilitada.

-> Notas rápidas

- Mais uma boa atuação de Piquet, sétimo, acompanhando o ritmo de Alonso que larga à sua frente. O brasileiro poderia se preocupar mais em correr do que e dar respostas atravessadas. Na sexta-feira disse que após seus primeiros pontos “há menos jornalistas falando merda”.

- Fantástico mais uma vez o trabalho de Vettel, oitavo. O guri faz milagres com sua Toro Rosso. Ano que vem ele pilotará na Red Bull. A equipe dará um salto de qualidade.

- A Honda voltou a dar vexame. Button e Barrichello não passaram da primeira parte do treino. Rubinho reclamou que a equipe evoluiu menos do que as concorrentes.

- Quem também decepcionou foi a Williams. Principalmente Rosberg, décimo oitavo. A equipe britânica, que nesta prova faz homenagem a parceruia de 10 com a Petrobras, está inconstante nesta temporada. Vai muito bem em algumas pista e mal em outras. Isso chama-se falta de dinheiro. Ser independente nos dias de hoje não é fácil.

- A Toyota também deixou a desejar. Nem Glock, nem Trulli forma para a super pole.

- A previsão era de chuva para todo o sábado. Caíram apenas poucas gotas no fim do primeiro terço do treino. Os meteorologistas da F-1, que há tempos não acertam, seguem dizendo que no domingo chove. Agora, é aguardar.

-> Curiosidade

- É a primeira pole de Kovalainen na Fórmula-1. Pelos números parece ser mais difícil ser primeiro nos treinos do que receber a bandeira quadriculada antes de todos. O finlandês é o piloto de número 91 a largar no lugar de honra da F-1. Já o número de vencedores é de 99.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Grêmio perde sua paradinha

Era para ser uma sexta-feira qualquer, mas a diretoria gremista foi pega de surpresa. Roger foi vendido para o futebol do Qatar. Como os direitos federativos do jogador pertencem ao Corinthians, nada pôde ser feito no Olímpico a não ser lamentar.

O Grêmio perde seu cobrador de pênaltis com paradinha. Na verdade, o meia é bem mais do que isso. O ex de Adriane Galisteu e atual de Débora Seco é o toque refinado de um time composto por operários. O Tricolor fica sem sua cabeça pensante. O homem capaz do toque diferenciado.

Roger é a referência, um líder dentro e fora de campo. É quem assume as responsabilidades sem medo. Gosta de polemizar, chamar a atenção desviar o foco para ele, o que para o elenco atual, composto por jovens, é muito bom.

A camisa 10 tricolor fica órfã. Em curto prazo não será substituída a altura. As dificuldades que já eram grandes para manter a boa fase no Brasileirão são potencializadas de maneiras impensáveis.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Novo sexagenário

Nesta sexta-feira, René Arnoux completa 60 anos de vida. O francês foi um dos bons coadjuvantes da Fórmula-1 no final da década de 70, início dos anos 80. Na Ferrari em 1983, chegou a disputar o título da temporada com Piquet e Prost, seu desafeto. O brasileiro levou a melhor.

Ao todo foram doze temporadas na elite do automobilismo, com sete vitórias. Sua carreira ficou marcada pela maior disputa por posição da história da F-1. Foi uma volta incrível, Arnoux, pela Renault, brigou curva a curva durante as três últimas voltas pela segunda colocação com Gilles Villeneuve, da Ferrari, no Circuito de Dijon-Prenois, no GP da França de 1979.

Confira o vídeo:


A vez de Silverstone

O circuito inglês de Silverstone é o berço da Fórmula-1. Foi lá que em 1950 ocorreu a primeira corrida da categoria. Pois o circo, mais uma vez, está lá para a disputa da nona etapa desta temporada.

Dessa vez a volta pela pista inglesa será com um piloto da casa, Johnny Herbert em 2000 correndo pela Jaguar.


Tchau, Coulthard

Dez Grandes Prêmios separam David Coulthard da aposentadoria. O piloto escocês anunciou nesta quinta-feira que pendurará o capacete ao final desta temporada da Fórmula-1.

Colecionador de belas namoradas, dentro das pistas não teve tanto êxito, a final tinha maiores preocupações. Tendo sentado em bons cockpits na maior parte de sua carreira, seus resultados nunca empogaram.. Conquistou 13 vitórias e muitos pontos, mas nunca conseguiu rivalizar com seus companheiros de equipe, tornando-se um eterno segundo piloto. Na Red Bull desde 2006, oscila boas corridas com barbeiragens de motorista de fim de semana.

Aos 37 anos não deixará saudades. Sua geração já é passado. Coulthard já entendeu isso. Falta agora, o mesmo ser compreendido por Barrichello e Fisichella. São pilotos que não possuem mais nada para dar à elite do automobilismo.

* Especulações

Com a aposentadoria de Couthard é sempre interessante montar o quebra-cabeça da dança dos pilotos. O substituto natural do britânico na Red Bull é Sebastian Vettel, da Toro Rosso, uma equipe B da RBR.

Com isso abre-se uma vaga na equipe comandada por Gerard Berger. Surge como forte especulação o nome de Bruno Senna. Se isso se confirmar seria uma coincidência e tanto. Coulthard entrou na F-1 herdando a vaga de Ayrton Senna. Agora, ao deixar a categoria pode abrir vaga para o sobrinho de seu antecessor.

Segunda é a vez do Brasil

Dois dos principais concorrentes do Brasil para a disputa do ouro Olímpico no futebol divulgaram suas listas de convocados.

A Itália do técnico Pierluigi Casiraghi relacionou 23 nomes, cinco terão que ser cortados. O ex-atacante da Juventus e da Lazio tem como base a equipe que disputou o campeonato europeu Sub-21. A vaga só veio, pois a Inglaterra não disputa competições coletivas nos Jogos Olímpicos, uma vez que o COI considera apenas a Grã-Bretanha como um país.

Para tentar conquistar a medalha dourada, que não vai para o peito dos italianos desde 1936, apenas um jogador acima dos 23 anos. É o atacante da Lazio Tommaso Rocchi, longe de ser um craque. Destaque para os nomes do meio-campista Montolivo (Fiorentina) e para o atacante Giovinco (Juventus).

Já a Argentina vai utilizar estratégia oposta e chamou Riquelme, Nicolás Burdisso e Javier Mascherano como jogadores nascidos depois de 1985. Além deles, os hermanos contam com nomes importantes como Gago (Real Madrid), Agüero (Atlético de Madrid) e Messi (Barcelona).

No papel, os argentinos saem em vantagem em relação aos italianos. Na segunda-feira Dunga fará a sua convocatória. Será melhor que a de argentinos e italianos?

O Mundial será chato

A LDU é o quarto clube a garantir vaga no Mundial de Clubes. Antes dela, haviam assegurado presença o Manchester United na Europa, o mexicano Pachuca pela Concacaf e o Waitakere United, da Nova Zelândia. Ainda faltam serem decididas as vagas da Ásia, da África e do Japão, país sede do torneio.

A Fifa pela primeira vez deste que tomou “posse” da competição deve estar preocupada. O fato do vencedor da Libertadores não ser brasileiro nem argentino tira um pouco do brilho do torneio. Apesar de clubes de outros países conquistarem com todos os méritos a taça de campeão sul-americano, eles não possuem a mesma representatividade e não causam o mínimo de preocupação aos europeus.

Da década de 90 para cá, foram quatro disputas do Mundial que ocorreram sem brasileiros ou argentinos. Em todas a vitória foi européia. Exceção feita ao Once Caldas, que perdeu o título nos pênaltis para a também zebra Porto, as derrotas vieram acompanhadas por um chocolate futebolístico.

A Fifa tomou as rédeas da competição para fazer política ao dar chances aos continentes menos tradicionais no futebol a disputarem à competição. Assim, Blatter terá votos suficientes para seguir no cargo ou escolher seu sucessor na presidência da entidade. Porém, a Toda Poderosa do Futebol corre o risco do torneio perder seu prestigio. É o que pode estar em jogo em dezembro deste ano.

O Manchester United sempre teve má vontade com esse torneio. Em 2000, na primeira edição organizada pela Fifa, os inglês vieram ao Rio de Janeiro para fazerem turismo. Decidiram vir com os jogadores titulares na última hora e por pura pressão. Por aqui, implicaram até com a água servida aos jogadores que não seria de boa qualidade. Além disso, dezembro e janeiro são os meses mais puxados da Premier League com uma grande quantidade de jogos, tornando-se um momento crucial na briga pelo título.

Em 2008 tornou-se mais forte a possibilidade de pela primeira vez desde que o Mundial da Fifa tornou-se anual, da final não ocorrer entre um clube europeu e um sul-americano. A LDU perderá seu principal jogador, Guerrón, e outros poderão sair. Caso um clube de outro continente chegue à decisão, ela não terá o mesmo sabor. E isso é possível.

Provavelmente estudos e pesquisas que serão divulgados em 2009 mostrarão uma queda na audiência do Mundial. Podem ter certeza.

Era bem melhor e mais simples quando tudo se decidia em partida única, não acham?

Maracanazo à equatoriana

A LDU escalou o Aconcágua do futebol sul-americano e conquistou pela primeira vez a Libertadores. Atuando diante de um Maracanã cheio e do oba-oba instaurado no Rio de Janeiro, os equatorianos não conseguiram segurar o Fluminense no tempo regulamentar e foram derrotados por 3 a 1. Na prorrogação tudo igual. Nos pênaltis, novo 3 a 1, dessa vez favorável a La Liga..

O Tricolor das Laranjeiras deixou a taça escapar com cinco minutos de jogo. Se a defesa da LDU era criticada, a do Flu descuidou-se e na manjada jogada pelo lado direito, Guerrón cruzou para Bolaños marcar. Erro imperdoável com custo altíssimo.

Se a desvantagem já era grande, ficou maior. Bom futebol não bastaria para reverter a situação. Vontade não faltou. Raça todos tiveram. A LDU não se retrancou. O incansável Guerrón levava perigo, era quase imparável.

Os gols vieram. Foram três de Thiago neves. A torcida voltava a acreditar. A conquista inédita estava tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.

Na prorrogação faltava força para os dois lados e os pênaltis foram inevitáveis.

Nos tiros da marca da cal, Cevallos foi gigante. Usou toda a sua experiência de seus 37 anos de vida. Catimbou. Inervou os jogadores cariocas, levando-os ao erro. De quatro as de Washington, Thaigo Neves e Conca pararam nele. Somente Cícero conseguiu vencê-lo. Fernando Henrique ainda defendeu um chute. Mas foi insuficiente.

Agora, o Flu terá uma montanha para escalar, sair da última colocação do Brasileirão para tentar o título ou ao menos uma vaga na Libertadores. Pelo lado da LDU se o Aconcágua foi escalado, é se preparar para chegar ao topo do Everest, que atende pelo nome de Manchester United.


PS: A arbitragem do argentino Héctor Baldassi foi lamentável. Teve erros graves para os dois lados. Não deve critério na marcação de faltas. Enfim, prejudicou o resultado.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Fluminense se ilude

“O pior cego é aquele que não quer ver”, diz o dito popular. Pois o Fluminense fecha seus olhos para a realidade. Vive no mundo da fantasia. Habita a terra onde é fácil reverter dois gols de desvantagem numa final de Libertadores. No discurso não aparece, mas, nas entrelinhas, os Tricolores subestimam os equatorianos da LDU.

Renato Gaúcho, que adora falar pelos cotovelos, exacerba sua prepotência. Para ele o Flu fará quantos gols forem precisos. A confiança transbordou nas Laranjeiras e tornou-se arrogância. A única voz sensata é a de Branco, dirigente do clube. Mas o que ele diz é um sussurro em meio a tamanha algazarra.

A LDU vazou as defesas adversárias nos seus últimos jogos distante da altitude de Quito. O time é bem postado e tem jogadores perigosos no contra-ataque, que os cariocas certamente darão. A altitude é mera aliada nos jogos em casa, está longe de ser um craque da equipe como ocorre com os bolivianos.

É possível o Fluminense vencer por dois gols e levar a decisão para a prorrogação? Claro que é. Há chance de uma vitória por três gols de diferença e o título vir de maneira direta? Sim. Mas a atitude de jogadores, comissão técnica e torcida dificulta a situação.

O jogo mais importante da história do Tricolor das Laranjeiras encaminha-se para uma nova edição do Maracanazo.

Jardel e seus companheiros de Série B

Jardel segue um caminho atualmente comum no futebol brasileiro. Com um campeonato bem estruturado, a Série B tornou-se uma boa saída para jogadores de boas passagens por grandes clubes tentarem retornar à elite ou uma maneira de prolongar a carreira, afinal a bola é um vício.

Confiram a lista de alguns jogadores que tiveram seus bons momentos e hoje jogam na Segundona:

ABC
Valdir Papel (atacante) – ex-Vasco e Sport e outros 11 clubes. Seu papel de fazer gols nunca foi bem desempenhado.

Avaí
Eduardo Martini (goleiro) – ex-Grêmio. Sucumbiu à “maldição de Danrlei”, apesar de alguns bons momentos.

Cocito (volante) – ex-Grêmio e Atlético-PR. Segue sem dar sossego às canelas adversárias.

Marquinhos (meia) – ex-São Paulo, Paraná, Flamengo e Bayern Leverkusen. Eterna promessa, mas nunca convenceu em um clube grande.

Bahia

Didi (atacante) – ex-Inter e Corinthians. Será mais lembrado pelas confusões do que pelos gols. Ele é aquele da sainha, lembram?

Barueri
Márcio (goleiro) – ex-Grêmio e São Paulo. Espalhafatoso, saltava demais e defendia de menos.

Ávalos (zagueiro) – ex-Santos. Zagueiro correto.

Amaral (volante) – ex-Palmeiras, Grêmio, Corinthians, Vasco, etc. Segue irreverente e feio.

Flávio (volante) – ex-Inter e Palmeiras. Algumas vezes acertava um bom chute de longe. Nada mais do que isso.

Alberto (atacante) – ex-Santos e Inter. Com muitas passagens apagadas, deu certo no Santos. Depois voltou ao normal.


Brasiliense

Júnior Baiano (zagueiro) – ex-São Paulo, Flamengo, Palmeiras, etc. Chegou a jogar Copa do Mundo. Não perguntem-me como.

Athirson (lateral-esquerdo) – ex-Flamengo, Juventus e Santos. Tinha potencial para ser craque. Sua ida para a Juve emperrou sua promissora carreira.

Fábio Baiano (meia) – ex-Flamengo, Grêmio, Corinthians, etc. Excelente jogador, mas é da turma do chinelinho. Sempre passou mais tempo no Departamento Médico do que em campo.

Dimba (atacante) – ex-Goiás, Flamengo, etc. Foi artilheiro do Brasileirão de 2003 pelo Goiás. No Flamengo recebia salário astronômico e não jogava nada. Foi boicotado pelos companheiros.

Adrianinho (meia) – ex-Ponte Preta, Corinthians e Flamengo. Surgiu bem, mas nunca conseguiu ser grande. Com cidadania austríaca, nunca atuou pela seleção daquele país.

Ceará

Allan Delon (atacante) – ex-Vitória, por muitos anos foi sonho de consumo do Inter.

Cleison (volante) – ex-Grêmio, Flamengo e Cruzeiro. Muita força, pouca técnica, alguns títulos importantes no armário.

Criciúma

Jardel (atacante) – ex-Grêmio e Sporting. Campeão da América pelo Tricolor. Foi diversas vezes artilheiro da Europa.

Marcelo Rosa (meia) – ex-Inter. O falso lento, mas conhecido como tartaruga pelos colorados.

Fortaleza

Paulo Isidoro (atacante) – ex-Inter, Palmeiras, Vitória e mais 12 clubes. Aos 35 segue veloz.

Lúcio (meia-atacante) – ex-Flamengo, Santos, etc. Merecia melhor sorte na carreira, era bom de bola.

Taílson (atacante) – ex-Juventude, Botafogo e Atlético-PR. Muitas chances, poucos gols.

Gama

Fernando Diniz (atacante) – ex-Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Fluminense, Cruzeiro e Santos. Jogador veloz, viveu bons momentos, mas nunca se firmou em um clube.

Ponte Preta

César (zagueiro) – ex-Portuguesa, Palmeiras e Corinthians. Jogou na Seleção. Longe de ser ruim, simplesmente desapareceu da vitrine.

Santo André

Marcelinho Carioca (meia) – ex-Corinthians e Flamengo. Jogava muita4 bola. Ídolo da Fiel. Por suas contas alcançou o número de 500 gols na carreira esse ano. Por suas contas. Antes chegou a trabalhar como comentarista, protagonizando insultos em rede nacional com Wanderlei Luxemburgo.

São Caetano

Tuta – ex-Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e mais 14 clubes. Sempre a mesma fórmula: gols no começo e desleixo no final de suas passagens,


Vila Nova

Túlio “Rumo aos mil gols” Maravilha – ex-Botafogo, Corinthians, etc. Seguidor da matemática de Romário, é um matador nato.

Alex Oliveira (meia) – ex-Vasco. Fez parte do elenco campeão da Libertadores. Muita vontade, pouca qualidade.

A última chance de Jardel

Jardel, 34 anos. Profissão: fazedor de gols. Essa é a nova contratação do Criciúma para a disputa do restante da Série B. Centroavante impiedoso, por alguns anos seu nome gerava pavor nas torcidas adversárias. Sua técnica não era grande, mas ele dava um jeito de colocar a bola na rede. Não importava como.

Os ventos do novo milênio sopraram e a sintonia com o gol foi perdida. Problemas familiares fizeram a cabeça que testava a bola perder o rumo. De campeão da Libertadores e artilheiro da Europa, Jardel peregrinou por clubes inexpressivos. Os gols ficaram escassos. Podiam ser contados nos dedos. Tentou nas drogas a fuga para as adversidades.

Em tempo, viu o erro que cometeu. Com humildade e apoiado nos gols do passado, ele não desiste. Ao menos, tentará, pela última vez, encerrar a carreira dignamente.

Boa sorte para Jardel!